domingo, 3 de julho de 2011

A DITADURA MILITAR NO BRASIL

A Ditadura Militar
“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
“Dormia A nossa Pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações.”
CHICO BUARQUE DE HOLLANDA
Recife, 1964. Beira da praia, brisa da noite, mansões dos usineiros. As garrafas de champanha são abertas. Festa. Pessoas bonitas, perfume, olhares de fêmeas, dentes brancos de alegria. As risadas unem o gozo ao deboche. Vida longa para o novo governo! Que nunca mais se falem em greves nem nessa maldita terra para os camponeses! Morte aos inimigos da propriedade!
Um pouco longe dali, noite negra e silêncio. De repente, chegam os soldados. Vasculham os casebres. Procuram os inimigos da pátria. As pessoas simples têm medo. Precisam dormir cedo porque amanhã têm de ir para roça cortar cana. Mas o olho continua aberto. Só a boca é que permanece fechada.
No quartel, homens armados de fuzil automático arrastam o ancião. Espancado em praça pública. Maxilar quebrado por uma coronhada de rifle. Chutaram-lhe tanto os testículos, que arrebentou a bexiga. Vai urinar sangue por quase um mês, O velho ferido está algemado. Ao seu redor, caminhões do Exército, berros de oficiais, rádio, holofotes, metralhadoras,
Por que tanto aparato? Por que tantos homens, tantas armas, tanta força bruta? Por que o velhinho é tão perigoso?
Gregório Bezerra nasceu no sertão. Criancinha viveu a fome e a prepotência dos latifundiários. Foi quase um escravo. Brinquedo de menino eram enxada e foice, sonho de um dia comer carne-seca. Nunca viu escola. Só aprendeu a ler e escrever com 24 anos, quando servia o Exército - e nunca mais deixaria o orgulho de ter sido militar. Pouca instrução, mas o conhecimento da vida e a argúcia do homem do povo.
Um dia, entrou em contato com aquela gente estranha. Falavam coisas que ele nunca tinha ouvido, mas que, extraordinariamente, parecia já saber. Alguns eram até doutores, mas o tratavam como igual. Muitos dos estranhos eram como Gregório, como Severino, como José, como tantos outros: mãos de calo, cara rasgada de sol, trabalho e sofrimento.
Ouviu, refletiu e juntou-se a eles.
Voltava ao canavial, onde o homem perde a perna, ou o juízo, pela picada de cobra, o golpe errado do facão, o jeito doido de o capataz falar. Mas agora, era ele que tinha o que dizer para contar para os seus irmãos de labuta. Nos campos, nos mocambos miseráveis, nas portas das usinas e das fábricas, Gregório seria a voz da consciência dos que ainda não tinham consciência, a posse dos que nada possuíam. Ele era o homem do povo que descobre sua força e, finalmente, se levanta. Em vez de lamentar suas misérias, ergue-se para combatê-las.
Sabia falar a língua dos humildes e fazer as perguntas decisivas; a quem pertence? A quem é dado? O que se deve transformar? Os homens mais poderosos de Pernambuco o temiam. Gregório Bezerra, velho quase analfabeto, ferido e enjaulado em 1964. Líder camponês, ex-deputado federal, inimigo do latifúndio. E se um dia todos aqueles homens e mulheres com as mãos grossas e rosto queimado se transformassem em milhões de Gregórios? Era preciso evitar a qualquer custo.
Por isso, Gregório Bezerra tinha sido preso. Naquele momento, os grandes senhores da terra comemoravam sua vitória. O reveillon de 1964 acontecia em 31 de março.
Governo Castello Branco (1964 – 1967)
Bem que Leonel Brizola propôs ao presidente Jango resistir ao golpe de 1964 com armas na mão, a partir do Rio Grande do Sul. Mas o presidente, muito deprimido, não queria derramamento de sangue. Como milhares de brasileiros, os dois também se exilaram no estrangeiro.
Enquanto isso, no Rio de Janeiro - Copacabana e Ipanema -, a classe média se confraternizava com a burguesia. Chuva de papel picado, toalhas nas janelas, buzinaço, banda e chope. Abraços, choros de alegria, alívio pelo fim da desordem. O Brasil estava salvo do comunismo! Os crioulos não invadiriam mais as casas das pessoas de bem! As empregadinhas voltariam a ficar de cabeça baixa!
Mas nos subúrbios o medo substituía o chope. Ali, a revolução iria procurar os "inimigos do Brasil". E quem seriam esses monstros? Pessoas simples, enrugadas pelo trabalho duro, mas que tinha ousado não se curvar; operários, camponeses, sindicalistas.
Nenhum banqueiro, nenhum mega-empresário, nenhum tubarão foi sequer chamado para depor numa delegacia, Eram todos homens de bem, pessoas que amavam o próximo... Principalmente, se o próximo fosse um bom parceiro de negócios.
Os soldados armados de fuzis prendiam milhares de pessoas: dirigentes populares, intelectuais, políticos democratas. A UNE foi proibida e seu prédio, incendiado. A CGT, fechada. Sindicatos invadidos à bala. Nas escolas e universidades, professores e alunos progressistas expulsos. Os jornais foram ocupados por censores e muitos jornalistas postos na cadeia. A ordem era calar a boca de qualquer oposição.
Os políticos que não concordaram com o golpe, geralmente do PTB, tiveram seus mandatos cassados. Ou seja, perderam seus direitos políticos por dez anos. O primeiro cassado inimigo número um do regime, foi Luís Carlos Prestes. O segundo foi o ex-presidente João Goulart. Depois, veio uma lista, de milhares de pessoas que foram demitidas de empregos públicos, presas, perseguidas, arruinadas em sua vida particular. Juscelino e Jânio também perderam seus direitos, para que não tentassem nenhuma aventura engraçadinha na política. Só a UDN não teve punidos: coincidência, não?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

UMA MENSAGEM PRA VOCÊ, PRA MIM, PARA TODOS!

Entra Na Minha Casa - Regis Danese
Entra na minha casa

Como Zaqueu quero subir,
O mais alto que eu puder
Só pra te ver, olhar para Ti.
E chamar sua atenção p/ mim
Eu preciso de Ti Senhor
Eu preciso de Ti o Pai
Sou pequeno de mais
Me dá a sua paz
Eu desejo te servir

Entra na minha casa, entra na minha vida.
Mexe com minha estrutura, sara todas as feridas.
Me ensina a ter Santidade
Quero amar somente a Ti
O senhor é meu bem maior, faz o milagre em mim.

Mai informaçoes sobre PEDAGOGIA EMPRESARIAL



Olá Natália!
Você está concluindo o curso de Pedagogia para ministrar aulas em educação infantil, o que conclui-se que você também acredita que devemos trabalhar na base para que a educação seja realmente forte em suas estruturas. Congratulo-me contigo.
Realmente, concluir um curso de graduação não é sinônimo de formação completa na área, aliás, isso você não terá nunca partindo-se do princípio de que sempre há o que aprender. Uma vez começado, não se pára mais.
Suas chances com formação básica em educação infantil? Ora, como já falei acima, é o primeiro degrau, continue subindo. Fazer uma especialização é interessante, e um mestrado, será muito bem vindo!
O mercado está realmente mudado e faz exigências cada vez mais complexas e ao mesmo tempo simples, por profissionais capacitados para poder nele atuar, em suas mais diversas áreas. Assim é a globalização. E o mais importante, é que não existiria nenhuma delas sem o profissional do ensino, o mestre, aquele que tem o dom, a formação adequada para ensinar e ainda assim continuar aprendendo.
O pedagogo empresarial é necessário nas empresas para gerir os processos de formação continuada dos empregados e garantir a qualidade do atendimento dos clientes internos e externos, também na seleção e contratação de pessoas. Hoje o valor humano é mais valorizado e o pedagogo trabalha basicamente isso.
Para começar que tal ler um livro interessante e que pode ajudar a esclarecer alguma coisa no campo do seu interesse?
Pedagogia empresarialAtuação do pedagogo na empresa; é um livro que instiga o pedagogo aos estudos continuados, aguça a curiosidade que é o que nos empurra para aprender coisas. Leia-o e busque outros para ler também.
As chances assim serão as melhores possíveis. Portanto, continue estudando, eu faria primeiro uma especialização e em seguida o mestrado, mas, siga seu coração e as indicações do mercado.
Boa sorte!