domingo, 2 de setembro de 2012

TÉCNICAS DE INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

RESUMO DA UNIDADE 10 - AS TECNOLOGIAS DE CUIDADO DE SI -II


  • MARXISMO > Marca o caminho do sujeito à verdade política;
  • PSICANÁLISE > Marca o caminho do sujeito à verdade do discurso e do desejo.
  • ACESSO DO SUJEITO À VERDADE > A noção de classe, de partido, de pertencimento a um grupo, a uma escola, a iniciação, a formação do analista;


                    Lacan, depois de Freud recentralizou a questão do sujeito e da verdade
FOUCAUT
                     O princípio de precisar ocupar-se consigo mesmo tornou-se, de modo geral o princípio de toda conduta racional, em toda forma de vida ativa que pretendesse, efetivamente, obedecer ao princípio da racionalidade moral e que incide de forma decisiva até mesmo no modo contemporâneo de Ser Sujeito.

Cuidar de si mesmo implica que se converta o olhar, que o conduza do exterior, dos outros, do mundo, etc. para “si mesmo”. O cuidado de si implica certa maneira de estar atento ao que se pensa e ao que se passa no pensamento. Enfim, a noção de cuidado de si não designa simplesmente esta atitude geral ou esta forma de atenção, voltada para si. Também designa sempre algumas ações, ações que são exercidas de si para consigo; ações pelas quais nos assumimos, nos modificamos, nos purificamos, nos transformamos e nos transfiguramos. (Foucault, 2006, p.14).

AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA - NO COLÉGIO ESTADUAL BRIGADEIRO SCHORCHT > ALUNO PORTADOR DE PARALISIA CEREBRAL, COM N.E.E.[NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS].
EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA. 
FORMA DE CUIDAR DE SI, CUIDANDO DO OUTRO


 II ESCOLA ABERTA SOCIAL, SAÚDE E CIDADANIA 

 O I I SÁBADO DA SÁUDE DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA É UM EXEMPLO DO CUIDADO DO OUTRO, CUIDANDO DE SI.

                                  EXAME DE GLICEMIA
INICIAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO



PREPARANDO O LANCHE PARA COMUNIDADE






AFERINDO A PRESSÃO [PREVENÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL]





INFORMANDO SOBRE DOENÇAS INFECTO CONTAGIOSAS E DST








Ser feliz é cuidar de si mesmo

por Gilberto Cabeggi - gilberto.cabeggi@papolegal.net

  O mundo que o cerca não decide a qualidade de sua vida. A não ser que você o permita.

"Amar e ser feliz... Amar é doar de si mesmo para o outro. Ser feliz é doar de si mesmo para você próprio". (Ionaz)

Felicidade é estar sempre pronto a doar de si mesmo para o mundo. Ser feliz é cuidar de você mesmo com todo o carinho e amor que existe em seu coração. Sim, porque, embora você esteja inserido neste mundo e interagindo com as pessoas, somente você pode dar a você mesmo a felicidade. Somente você pode decidir ser feliz.

Colocar a responsabilidade pela sua felicidade nas mãos dos outros é um engano que custa muito caro. Trazer para si essa responsabilidade lhe dá o poder de resolver ser feliz a cada novo dia.


Trecho retirado do livro "Todo Dia É Dia de Ser Feliz", de Gilberto Cabeggi - Editora Gente. FONTE: 
http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=19131




CÍCERA MARIA

domingo, 26 de agosto de 2012

Técnicas de Intervenção Psicopedagógica

A cartografia é uma das técnicas que podem ser usadas para intervenção psicopedagógica.

Bem, a cartografia é a forma de potencializar as habilidades do aluno, no caso deste, que ainda está sendo alfabetizado, a leitura e pronúncia das palavras o mais claro possível é o mais indicado.


No caso do aluno que tem a letra ilegível, caracterizando disgrafia, o caderno de caligrafia trabalhando a coordenação motora seria uma das saídas, mas existem outras possíveis causas da disgrafia? Creio que problemas emocionais seriam um das causas. No atendimento a um aluno com esse distúrbio, normalmente solicito a mãe que o encaminhe a uma avaliação com o terapeuta psicólogo, para verificar a sua condição psicológica e também a fonoaudióloga para juntamente comigo trabalharmos essa dificuldade. A leitura de textos, de histórias é interessante para ativar a imaginação do aluno, a atenção a memória... Depois perguntando-lhe a história, o que ele lembra do que foi lido, tentar com ele a leitura e escrita das letras das palavras da história lida, depois as sílabas, por fim a palavra em si. A demonstração da escrita, por exemplo, das iniciais das letras, seria uma forma de trabalhar com o aluno que não é alfabetizado; além de outras intervenções: jogos, quebra cabeça.

   
cícera maria

Em que consiste a Intervenção Psicopedagógica?

A Intervenção Psicopedagógica precisa de um planejamento para obtenção de um resultado satisfatório.


           Consiste em intervir na educação do aluno com o cuidado de não atrapalhar sua autonomia utilizando-se de métodos pedagógicos e psicológicos, com o intuito de entender a forma como o aluno aprende ou/e o que está atrapalhando o seu aprendizado. No entanto, para obter um resultado satisfatório, o planejamento é uma parte muito importante em todo esse processo. Com o plano, critérios são estabelecidos e serão utilizados conforme as necessidades, assim, este profissional atua juntamente com uma equipe multidisciplinar com especialistas como fonoaudiólogos, psicólogos, neurologistas, os professores que estão trabalhando direto com os alunos, a direção e coordenação e principalmente a família, que nesse caso, deve estar ciente e participativa no cuidado com a criança ou adolescente, ou seja, com o estudante.
        Deve-se conhecer o que pode estar acarretando essa dificuldade, pesquisando a vida familiar da criança, a vida social na escola, seu possível problema de saúde física, mental ou psicológica.
       Segundo Piaget, a criança vai construindo seu aprendizado conforme a convivência com outras pessoas, o que ele chama de z.d.p. (ZONA DE DESENVOLVIMENTO PROXIMAL), ou seja, ele como ser social, aprende vendo e fazendo junto com o outro. Esse desenvolvimento e/ou aprendizado acontece por meio de mediação, que deve começar em casa pelos adultos que convivem com essa criança, também na escola, pelos professores e demais profissionais da educação.
      A intervenção psicopedagógica é a mediação para a aplicabilidade dos métodos que valorizam a busca do novo e os desafios da aprendizagem, assim, a ela consiste em intervir quando esse desenvolvimento natural não acontece de maneira satisfatória.





cícera maria

domingo, 19 de agosto de 2012

REFLEXÕES: RESPONSABILIDADE E RESPEITO

 O QUE UMA SIMPLES DEMORA EM BUSCAR O FILHO NA ESCOLA PODE CAUSAR A ELES?

Sobre atrasos e responsabilidade
Outro dia fui a uma escola para uma reunião com os professores ao final do período da aula e cheguei perto das 18 horas. Por todo o espaço escolar, havia crianças correndo, gritando, conversando, jogando, brincando, desde as da educação infantil (com menos de seis anos) até as que freqüentam as séries iniciais do ensino fundamental.

Como as aulas já haviam terminado, perguntei por que as crianças permaneciam lá. A diretora me respondeu que muitos pais se atrasam para buscá-las e, por isso, a escola permanece aberta até que o último aluno seja levado para casa. Ela disse, inclusive, que isso pode ocorrer perto das 19 horas. Para uma escola que finaliza as aulas às 17h45, é muito tempo.

Resolvi fazer uma pesquisa rápida com amigos e colegas que trabalham em escolas e todos repetiram a mesma coisa: muitos pais costumam se atrasar para buscar os filhos, e esses atrasos variam de 15 minutos a uma hora. Conhecedoras da situação, algumas escolas até fazem contratos à parte com os pais e cobram por esse período.

Se essa é uma boa saída para a escola, que pode, desse modo, remunerar funcionários especificamente para essa tarefa – afinal, as crianças não podem ficar sozinhas nesse período –, não o é para os alunos.

Uma criança não tem a mesma noção de tempo do adulto. Para ela, o tempo cronológico do relógio não tem muito significado. O decorrer do dia, para a criança com menos de seis anos, é compreendido a partir das experiências que ela vive.

Desse modo, ela entende que, terminado o tempo de estar na escola, acaba o período de ficar separada de seus pais ou de sua casa, que os representa nesse momento. Isso quer dizer que um atraso de 15 minutos, se não faz muita diferença para o adulto, para a criança o faz. Faz parte da rotina escolar o fechamento do dia para que o aluno se organize e se prepare para a mudança de experiência, e isso acontece no horário combinado. A partir desse momento, a criança espera por seus pais ou responsáveis porque sabe que, depois da escola, é hora de encontrá-los e ir para casa.

Quando eles demoram, mesmo que por alguns minutos, a criança se ressente. Tem receio de ficar desamparada, sente-se solitária – já que o grupo com o qual se identifica foi desfeito – e experimenta o isolamento, mesmo que ao lado de vários colegas cujos pais são, igualmente, retardatários. Nessa idade, a criança não entende o que é atraso nem os motivos que podem provocar isso na vida de um adulto e, por isso, interpreta que foi abandonada.

Para os alunos mais velhos, que já dominam um pouco mais o tempo cronológico, o atraso dos pais é também problemático, já que eles relacionam a demora com o fato de não serem uma prioridade.

E por que os pais se atrasam para esse compromisso tão sério? Em primeiro lugar, vivemos numa cultura que não dá muita importância à pontualidade. Atrasos são sempre tolerados e até previstos em quase todas as atividades. Em segundo, porque o trabalho exige cada vez mais das pessoas, e elas se comprometem cada vez mais com essa parte de suas vidas. Entretanto, quem tem filho precisa encarar as mudanças que isso provoca na vida – de homens e mulheres – e se programar para dar conta de compromisso tão importante.

Claro que imprevistos ocorrem na vida de qualquer um, mas quem tem filhos precisa contar com essa possibilidade e se organizar para que alguém o substitua nesses momentos. O que não pode acontecer é o que tem ocorrido: atrasos sistemáticos dos pais. Ora, isso é não assumir o devido compromisso com o filho e com o papel de mãe e de pai. Imprevisto nenhum justifica essa situação. 
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de Como Educar Meu Filho? (ed. Publifolha)

FONTE: http://www.nossainfancia.com.br/reflexoes.php?qual=1



Cícera Maria
Pedagoga &  Psicopedagoga